energia eólica

Neste ano, o Brasil passou a ter uma capacidade instalada de 10 gigawatts (GW) referentes à energia eólica, em cerca de 400 parques. Segundo a Folha de SP, já são também mais de 5,2 mil aerogeradores em operação. Vale lembrar que a energia eólica é considerada a fonte de energia renovável mais moderna do mercado e, mesmo assim, representa apenas 7% da matriz energética brasileira.

Os avanços na área não param por aí. No ano passado, a energia eólica abasteceu mensalmente uma população equivalente a todo o Sul do País, gerando 41 mil postos de trabalho. Em 2015, a energia eólica também foi destaque de participação na expansão da matriz, aumentando 39,3%. Outras fontes renováveis, hidrelétrica e termelétrica, avançaram 35,1% e 25,6%, respectivamente.

Muitas destas informações foram divulgadas no dia 30 de agosto, durante a  abertura da 7º Wind Power 2016, encontro anual do setor, no Centro de Convenções Sulamérica, região central do Rio. E a expectativa do setor é bem positiva: eles acreditam que a energia eólica continuará em crescimento no Brasil.

Na ocasião, a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Élbia Gannoum, esclareceu que já estão contratados perto de 9 GW em 2016 e a previsão é chegar a 2020 com 18,4 GW de capacidade instalada.

No Brasil, a fonte mais competitiva é a energia eólica

Ainda segundo Élbia, “em termos de matriz, atualmente, nós somos a fonte mais competitiva e com diferença razoável para a segunda ou terceira fonte, tendo em vista que não falamos mais em grandes projetos hidrelétricos, que são os mais competitivos. Então, hoje alcançamos o patamar da primeira fonte mais competitiva do país. Atualmente, já estamos partindo para chegar em 2020 como a segunda fonte de energia do país e somos o setor da economia que mais cresce. O Brasil é quarto país do mundo que mais investe, o oitavo que mais gera energia eólica e o décimo país em capacidade instalada.”

Para a presidente, o grande desafio será contratar os próximos 10 GW, que permitirão chegar perto de 30 GW de capacidade instalada em 2030, diante de algumas barreiras.

Élbia apontou um crescimento econômico que justifique uma quantidade razoável de contratação de energia.“ “É um desafio enorme conseguir contratar. A gente vai ter o leilão de reserva este ano. O governo sabiamente está contratando para manter o sinal de investimento na cadeia produtiva”. O setor de energia eólica tem condição de responder rapidamente caso a economia brasileira retome o crescimento.”

A presidente destacou, ainda, que os setores de infraestrutura em geral – em particular energia e energia renovável -, tem capacidade de resposta muito rápida, seja do ponto de vista da construção de um parque, que se faz em um ano e meio, seja da retomada efetiva de investimentos. “Nós já estamos recebendo muitos investidores de fora, interessados no Brasil, porque eles já estão fazendo a leitura da mudança chave do cenário político e econômico e a retomada de crescimento”.”

“Por causa da energia limpa que produz, o Brasil é um dos poucos países que têm a capacidade de cumprir os acordos do clima de Paris, a Conferência Mundial do Clima (COP21), com tranquilidade e sem custo. “O Brasil é muito rico em recursos renováveis para produção de energia e pode fazer a opção de uma matriz limpa para o futuro, renovável, sem a necessidade de fazer subsídios, porque as fontes renováveis no Brasil são as mais competitivas””, finalizou Élbia.

Veja aqui as novas regras do BNDES

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aprovou novas condições de financiamento para o setor de energia elétrica. As alterações, que refletem a estratégia do BNDES para o setor, em cooperação com o Ministério de Minas e Energia e Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), visam contribuir para a ampliação de fontes de energias alternativas na matriz elétrica brasileira e direcionar investimentos em TJLP para projetos com alto retorno social e ambiental.

O Banco também manteve elevada sua participação (em até 70% em TJLP) na energia eólica e aumentou sua participação no financiamento a energia solar (de até 70% para até 80% em TJLP), manteve em até 80% sua participação em projetos de eficiência energética e definiu o mesmo nível de participação para projetos de iluminação pública eficiente. Não haverá apoio a investimentos em termelétricas a carvão e óleo combustível, usinas com maior emissão de poluentes.

E você? Está preparado para investir em energia eólica? Conte pra gente suas expectativas em relação a este tema!

 

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