eficiência energética

Com o avanço da regulação e da política energética no Brasil, que vêm acompanhando as transformações socioambientais mundiais, cada vez são mais comuns os processos de reestruturação na indústria visando a reorganização das atividades energéticas. Neste post, vamos conhecer o impacto dos sistemas de regulação recentes no Brasil sobre a eficiência energética na geração de bem-estar por parte do setor público. Estas informações estão contidas em trabalho elaborado pelo professor e pesquisador Gilberto de Martino Jannuzzi.

É, também, crescente a influência do conhecimento sobre as possibilidades de diminuição de emissões de gases de efeito estufa oriundos da produção e uso de energia e a necessidade de maior disseminação de tecnologias mais eficientes e fontes renováveis. Mas será que o setor público tem acompanhado este movimento na mesma velocidade que as empresas privadas?

Investimento tecnológico e inovações

O que se sabe é que ainda é grande a busca por identificar possíveis áreas de interesse em maior investimento tecnológico e inovações que contribuam para um padrão ambiental e economicamente sustentável na utilização de energia no Brasil.

O País tem aplicado diversos mecanismos, inclusive regulatórios, com o intuito de remover barreiras que impedem maior disseminação de tecnologias e práticas de uso mais eficiente de energia em vários setores da economia. No entanto, as questões são:

  • Será que este esforço tem sido bem sucedido?
  • Existem ainda oportunidades não exploradas para diminuir o desperdício de energia?
  • Temos avançado nas políticas e mecanismos para tornar o uso de energia do setor público mais eficiente e sustentável ambientalmente?

O setor público pode ainda se beneficiar bastante com maiores avanços na regulação e programas de eficiência energética a fim de melhor explorar seu potencial de economia de energia e reduzir sua conta de energia. Para a sociedade, os benefícios dos avanços na regulação e programas de eficiência energética para o setor público se traduzem em menores impactos ambientais, redução dos gastos públicos com energia, liberando recursos para outros propósitos.

Todos poderiam sair ganhando

Para as concessionárias, estes programas podem reduzir os níveis de inadimplência de seus consumidores do setor público, como prefeituras, hospitais, etc. Além disso, as concessionárias poderão disponibilizar a energia conservada para outros clientes, consequentemente, adiando a necessidade de investimentos em ampliação da capacidade dos sistemas de distribuição.

O setor público é responsável por uma parcela relativamente pequena do consumo energético nacional. No entanto, no caso específico do consumo de eletricidade o setor público representa cerca de 8% do consumo nacional (Empresa de Pesquisa Energética, 2008).

A eletricidade é o energético de maior importância para esse setor, correspondendo a mais de 80% do consumo setorial e essa participação tem sido crescente ao longo dos últimos anos, demonstrando a importância de iniciativas relacionadas com maior eficiência energética para esse setor. Praticamente todo o consumo de eletricidade desse setor é distribuído em partes iguais em três principais subsetores:

  • Edifícios públicos;
  • Iluminação pública;
  • Demais serviços públicos (saneamento e abastecimento de água).

A conta de energia

Somente contabilizados os gastos com eletricidade, a conta de energia desse setor é de cerca de R$ 7 bilhões ao ano. No Brasil, programas específicos de eficiência energética têm sido realizados para o setor de saneamento e abastecimento de água e iluminação pública.

O uso eficiente de eletricidade em edificações públicas tem enfrentado ainda muitas dificuldades para realizar contratações e atrair investimentos ou financiamentos, muito embora apresente grande potência. Existe um programa específico para isso, o Procel. No setor de Saneamento, os gastos com eletricidade assumem a segunda posição nos custos operacionais de quase a totalidade das companhias de saneamento do País, sendo que em alguns casos já é o primeiro item de custos. .

Os prédios públicos representam um grande desafio para os esforços de eficiência energética no setor. As instituições públicas, sejam em nível federal, estadual e municipal, possuem um grande número de edifícios dispersos geograficamente, sendo que a maior partes destas edificações concentra-se nas áreas de saúde (hospitais e postos de saúde) e de educação (creches e escolas).

Programa de eficiência energética

Nesses casos, grande parte do consumo final de eletricidade é para sistemas de iluminação e a maior parte das ações que estão sendo executadas atualmente neste setor está dentro do programa de eficiência energética das concessionárias de eletricidade, executados sob a supervisão da ANEEL.

E você? Gostou de saber mais sobre a eficiência energética no setor público? Se você tem um projeto de energia para empresas públicas ou privadas e precisa de financiamento, conte pra gente suas dúvidas e dificuldades?

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