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Um estudo de viabilidade econômica e financeira (EVE) deve ser realizado todas as vezes que um novo projeto está em fase de avaliação. Quer dizer, é preciso que haja uma decisão devidamente embasada para dizer “SIM!” ou “NÃO!”.

Projetos de eficiência energética ou energias renováveis não são diferentes. Para esse tipo de projeto, na fase inicial, se busca aferir a viabilidade técnica e econômica de ações que levem a otimizações no nível de consumo de recursos (energéticos e financeiros).

Nesses casos, mesmo que haja um grande desembolso inicial – como é padrão acontecer – o projeto é viável quando apresenta um retorno capaz de compensar todo o investimento realizado, em um intervalo de tempo aceitável.

E é exatamente para isso que serve o estudo de viabilidade. Saiba mais nos tópicos seguintes!

Como e por quê?

A grande vantagem desse tipo de estudo é conseguir prever, por meio de cálculos e projeções, o real potencial de retorno do investimento em questão e, dessa forma, ponderar com maior assertividade se as premissas são atrativas e se o projeto deve continuar ou não.

Existem inúmeras etapas para que se possa realizar um bom estudo de viabilidade econômica, contudo, existem alguns indicadores mais utilizados:

Valor Presente Líquido (VPL)

Também conhecido por NPV (Net Present Value), o VPL é considerado um indicador sofisticado de análise de investimento.

Esse é o indicador que aponta quanto o fluxo de caixa livre acumulado ao longo do prazo estipulado pelo investidor para retornar o seu capital representaria em valores atuais, se fosse calculado a valor presente, levando em conta o custo do capital (também conhecido pelo nome de taxa de desconto ou WACC). Esta taxa corresponde ao retorno mínimo que deve ser obtido pelo projeto, ou seja, é o retorno mínimo que o investidor aceita para correr o risco do projeto, e geralmente ela é bem superior à Selic ou CDI. Isto porque não faz sentido o investidor ter um rendimento menor do que teria aplicando em algum banco, sem contar que ele deve ter um prêmio de risco relativo ao risco de o projeto ocorrer como projetado ou não.

O projeto é considerado viável quando o resultado do cálculo (VPL) for maior do que zero, pois isso quer dizer que o projeto dará um retorno maior do que a taxa de desconto ou custo do capital do investidor.

Por exemplo, se foi investido R$100.000,00 e o VPL for de R$95.000,00, esse investimento não valeu a pena. Mesmo que o fluxo financeiro tenha sido positivo ao longo do tempo, economicamente, o resultado não foi satisfatório.

Taxa Interna de Retorno (TIR)

A TIR, também conhecida como IRR (Internal Rate of Return), tem foco na variável “taxa”.

A TIR serve para indicar a taxa de retorno do investimento com base no mesmo fluxo de caixa livre acumulado do VPL. A diferença é que, enquanto o Valor Presente Líquido consiste em um indicador absoluto e monetário, a TIR oferece um valor percentual que pode ser mais facilmente comparado com outros investimentos.

Por exemplo, se a TIR de um projeto for de 0,8% ao mês e o CDI ou Selic estiverem remunerando 1,2% ao mês, a decisão do investidor será de não fazer o projeto e aplicar o seu dinheiro no banco, pois terá um retorno maior, com um risco menor.

Payback Simples (retorno de capital)

Payback Simples é o prazo de recuperação do investimento sem considerar o custo de oportunidade do dinheiro e é o indicador mais usado no dia a dia para avaliar um projeto, por ser o mais simples de calcular. Payback Simples tem foco na variável “tempo”,

Ele calcula o prazo que o investidor irá precisar para recuperar o capital investido. O projeto é considerado viável quando o prazo do mesmo for menor que o prazo desejado para o retorno do investimento.

A fórmula é:

Payback Simples = Valor do investimento ÷ Valor da receita esperada

Assim, por exemplo, se o valor do investimento for de 10.000,00 e a receita projetada de 4.000,00 ao mês e o retorno esperado pelo investidor for de 5 anos, temos:

Payback Simples = 10.000 ÷ 4.000 = 2,5 anos

Conclui-se que o projeto deve ser feito, porque o retorno se dará 2,5 anos e o investidor esperava 5 anos.

Os pontos negativos do Payback Simples são:

i. não considerar o custo do dinheiro ao longo do tempo, isto é, não considera os juros.

ii. o enfoque ser somente no variável “tempo”.

iii. não considera a receita após o período de recuperação do investimento.

ROI – Return On Investment 

ROI é a sigla em inglês para retorno do Investimento. O ROI representa a relação entre o retorno e o capital investido em um projeto. O ROI é uma métrica usada para medir os rendimentos obtidos a partir de uma determinada quantia de recursos investidos, ou seja, ele é a relação entre o lucro/prejuízo obtido sobre o capital investido.

Diferente do Payback Simples (cujo cálculo é realizado apenas quando o investimento inicial retorna), o ROI é um índice que mostra o retorno sobre qualquer investimento.

O cálculo do ROI é feito da seguinte maneira:

ROI = (Lucro Líquido – Investimento inicial) / Investimento inicial

Por exemplo, se o investimento inicial de um projeto foi de 50 e o lucro obtido foi de 200, então o ROI é de:

ROI = (200 – 50) / 50 =3

O ROI igual a 3 significa que o retorno do projeto foi de 3 vezes o capital investido.

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Perceba que não importa o tamanho do projeto, nicho ou complexidade. Realizar o estudo de viabilidade é uma das primeiras atividades que devem ser feitas antes que se autorize o início de um projeto. Com isso, se aumenta a certeza e, consequentemente, as chances de sucesso.

A sua empresa realiza o estudo de viabilidade dos projetos? Compartilhe a ajude a popularizar essa prática tão importante!

 

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