geração distribuída

O sistema centralizado de geração é, hoje, o principal provedor de energia elétrica no Brasil.

Todo país, com exceção de algumas regiões da Amazônia, está interligado ao SIN (Sistema Interligado Nacional). Entretanto, apesar das ameaças de desabastecimento, que inquietaram os brasileiros no início dos anos 2000, estarem distantes da realidade atual e das perspectivas de aumento da geração com a construção de novas hidrelétricas, não se pode dizer que a oferta e qualidade da energia produzida nesse modelo estarão plenamente asseguradas no futuro.

Isso porque, no caso das hidrelétricas, a dependência do regime de chuvas pode prejudicar a oferta de água nos reservatórios. Outros fatores que afetam a garantia de oferta são a alta do consumo provocado pelo aumento da população e a necessidade de investimentos cada vez mais altos na geração centralizada. Essa oscilação na capacidade de geração vem sendo cobrada do consumidor, que passou a pagar conforme o custo da energia produzida.

Nesse contexto, a geração distribuída de energia pode contribuir para amenizar a pressão em cima das usinas hidrelétricas e afastar o risco de desabastecimento. Isso ocorre porque, além de ser possível prever seus custos ao longo dos anos, a produção de energia mais próxima do consumidor melhora a eficiência e confiabilidade, diminui custos e minimiza possíveis perdas que ocorrem na transmissão feita por longas distâncias.

Como a geração distribuída pode garantir o abastecimento de energia nos próximos anos

A aposta na geração distribuída como uma das principais mudanças do setor energético brasileiro é um caminho sem volta, conforme detalhamos neste texto. Redução e previsibilidade do custo, aliada à segurança do suprimento e ao uso de fontes renováveis menos impactantes ao meio ambiente, são algumas das vantagens que farão da geração distribuída um modelo a ser considerado para contribuir com o abastecimento elétrico no país.

Além disso, considerando as projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que mostram que, até o ano de 2026, a capacidade instalada por geradores descentralizados deverá chegar a 3,9 GW, a geração distribuída se torna uma excelente aposta de investimento.

Outro fator positivo quando se fala em geração distribuída é o uso intrínseco de fontes renováveis e menos nocivas ao meio ambiente, como a energia solar, eólica e a biomassa. Ainda que visto como uma energia limpa, o principal modelo de produção do país – que utiliza as hidrelétricas como fonte de geração – acaba causando impactos ambientais na instalação e operação das usinas, alterando paisagens, influenciando na vazão de rios e causando danos sociais e à biodiversidade local.

A vantagem da previsibilidade de custo na geração distribuída

Com a possibilidade de adotar o modelo de preço fixo na geração distribuída – e ainda obter descontos e abatimento de impostos em determinados casos -, empresas e consumidores residenciais se protegem das constantes variações no preço da energia. Essa é uma vantagem em relação à geração centralizada, uma vez que atualmente os custos cobrados do consumidor são definidos de acordo com a variação de produção e oferta de energia.

É o modelo de cobrança conhecido como sistema de bandeiras tarifárias. Divididas por cores (verde, amarela e vermelha), cada bandeira indica se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração. Nível baixo de água nos reservatórios e o uso de termoelétricas – de custo elevado – para complementar a oferta são alguns das condições que contribuem para o encarecimento das tarifas.

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